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A dependência da aula expositiva pelo educando

Posted at 18 de setembro de 2017 » By : » Categories : Artigos » 0 Comment

De acordo com o Ministério da Educação e cultura, o IDEB é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. Ainda conforme informação do próprio MEC, as metas estipuladas anualmente para as escolas públicas e privadas até o ano de 2015 não foram atingidas, apesar de ser reconhecido o esforço das mesmas para alcançar os índices estipulados.

Várias são as dificuldades existentes para essas metas não serem atingidas, citando como exemplos: situação de fragilidade social dos educandos; baixos salários, condições de trabalho e capacitação profissional dos professores; métodos de ensino aprendizagem ineficientes e outros.

Hoje vamos falar sobre o método da aula expositiva, pois trata-se atualmente da principal ferramenta de trabalho do professor no ensino tradicional. Quando o professor entra em sala de aula e inicia a explicação de um tema qualquer sobre a matéria que leciona, empenha-se para passar o melhor de si para os alunos explicando o mesmo, seus questionamentos, as respostas específicas e a conclusão final baseado em seus estudos pessoais. O educando nesse momento é o observador do conteúdo explicado e um provável crítico ou não. O aproveitamento do assunto explicado pelo professor fica retido no consciente do aluno conforme a relação ensino – “entendimento” – aprendizado. Esse é um método onde devemos avaliar com um certo rigor as reflexões sobre os seguintes questionamentos: 1- Quem realmente estudou o tema? R= O professor; 2- Quem analisou o assunto profundamente? R= O professor; 3- Quem lançou os questionamentos e trouxe as respostas? R= O professor; 4- Quem fechou a conclusão do assunto estudado? R= O Professor. Mas… e o aluno, com o que contribuiu? Bem, aí está a maior dificuldade do ensino aprendizagem na aula expositiva; o aluno nessa história de vida é um mero observador e algumas vezes um mero colaborador com a sua opinião, isso quando o professor o questiona sobre algo que expôs ou quando o próprio aluno lança uma pergunta ao mesmo. Parece uma pequena deficiência na nossa estrutura educacional, mas isso é o “fio da meada” de um problema muito maior que retém o progresso do aluno.

No próximo artigo continuaremos…

Marco Aurélio

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