Por uma política de educação

Dois ministros em pouco mais de quatro meses; comunicados desencontrados; desconstrução de projetos; perseguição política. Esses quatro pontos resumem a história do Ministério da Educação no novo governo federal. Parece que ministros e secretários simplesmente nada sabem sobre educação, estão perdidos como cegos num tiroteio, tomando medidas esdrúxulas, desconectadas de qualquer planejamento. Não temos, até o momento, uma política de educação definida. Com todo respeito aos ministros e secretários do MEC, o que assistimos até agora é um barco desgovernado, levando a pique o que resta da educação brasileira.

A descontinuidade de políticas públicas para a educação e a excessiva burocracia do ministério e das secretarias estaduais e municipais de educação, somadas à politização partidária da educação nacional, pois em muitos estados e municípios os gestores escolares são indicados por deputados e vereadores, levaram a educação brasileira à perpetuação de uma crise que não parece ter fim, atingindo todos os seguimentos de ensino e também as famílias.

O IBEM alinha-se a todos os educadores e organizações sociais que clamam pela definição e continuidade de uma política de educação nacional, sem perseguições ideológicas, sem manipulações político-partidárias, sem defesa de pequenos grupos e seus interesses em detrimento da população brasileira.

E assina embaixo as palavras do Prof. José Pacheco em entrevista concedida ao UOL em 15 de maio deste ano, e que você pode ler na íntegra em https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/05/15/a-educacao-nao-e-para-amadores-diz-educador-portugues-jose-pacheco.htm

Quando vamos ter um ministro que realmente entenda de educação e não queira perseguir este ou aquele educador? Quando vamos ter uma visão de amplitude integrando a escola, a família e a comunidade no processo educacional? Afinal, quando o Ministério da Educação vai realmente fazer o seu papel para que o Brasil seja modelo para a educação mundial?

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